terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma música, doces lembranças...

No palco, acompanhado de uma orquestra primorosa, Milton Nascimento canta suas canções doces, intensas, poéticas. E, de repente, anunciada pelos acordes dos músicos, concretiza-se na voz do poeta aquela canção que tocou numa noite especial, noite essa que marcara o fim de um tempo tão bom que hoje só vive na memória. Os sentimentos de outrora foram despertados ali, no teatro, durando a efemeridade da música, do primeiro ao último acorde. Grandes amigos, a quadra da escola, a pracinha, os geladinhos no bar, os ovos que marcavam a passagem do ano, o basquete, as paixões, as tardes de sexta-feira, as brigas, os risos, os choros, a subida do Colina Verde, os segredos, tudo passando velozmente pela memória, marejando os olhos... Um tempo que não volta, que deixou saudade, mas que, sem dúvida, ainda é tão parte de mim. *Esse texto é para vocês, amigos, que compartilharam esse tempo bom.